Agora é definitivo! Sou um caipira na cidade grande!
As coisas aconteceram muito no susto na ultima semana.
Fiquei uns 2, 3 dias na casa de uma pessoa, e foi tudo muito, muito tenso. Até violência física teve. Foi realmente coisa de filme. Mas agora isso já é passado. Isso e aquele apartamento ficou no passado, e não quero voltar para esse passado tão cedo. Quando você mostra para alguém que as coisas podem dar certo de outro modo, que não o dela, você está sendo muito sincero e maduro. Quando ela nao aceita, você não pode fazer nada, nem se lamentar, pois a escolha não foi sua.
Está sendo um momento estranho de mudanças. Nunca achei que mudaria para São Paulo assim, sozinho, sem namoricos, sem amigos.
Mas agora já foi. É realmente bom estabelecer novas relações de amizade, com pessoas que podem me oferecer algo novo, menos dramático. A começar pelo meu novo roommate. Dessa vez, um homem. Tudo é muito diferente. Em São Carlos, morava (e ainda moro, caso alguma delas esteja vendo... Mas só as vejo agora uma vez por semana) com 4 mulheres. E haja tensão. A TPM foi uma coisa que tive que incluir no MEU calendário. Choros, mudanças de humor e depressões foram coisas que vi tão de perto que meio que entendi o que é a TPM para uma mulher. E agora está bem engraçado em morar com um cara. De ficar fumando no quarto, dando risada das coisas... Se bem que o outro roommate está num momento tenso da vida dele, mas que ainda não posso escrever...
Bom, a procura por um emprego está bem demorada. Ninguém quer um diretor de arte. Mas eu sempre soube disso. Com tantos médicos, advogados, administradores, pra que alguém vai querer um diretor de arte? Um cineasta? Um produtor cultural? Pra que? Estamos num mundo capitalista, e eu meio que já sabia disso. Mas é ruim saber que estudei tanto para nada... Mas calma, ainda não vou me desesperar.
Se a vida profissional não existe, a pessoal está aquele caos de sempre. Mas tentarei não falar muito sobre isso. Até minha família reclamou que me exponho demais. Estou com alguém em vista. Talvez a distância prejudique, mas se for para ser, vai ser.
Final de semana teve muita festa, o que foi bom, para esquecer a sexta insana que tive. A formatura foi muito boa, mas ainda detesto usar terno e blá blá blá. Vou nessa, estou meio sem paciência pra escrever hoje.
Abraço pra quem ainda lê!
terça-feira, 13 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Bulletproof
A mudança de cidade, e consequentemente, de vida, vai acontecer.
Só que o drama aumentou em algumas camadas.
Na segunda-feira, me mudo parcialmente para São Paulo. Já está tudo combinado. O problema é justamente esse "combinado".
Decidi que serei racional nessa mudança. Sempre me orgulhei de ser emotivo, fazer as coisas que me davam "na telha" e tudo mais, mas agora isso parece que não adianta mais. Roubar um beijo, dormir abraçado, ligar no meio da noite só para dizer coisinhas romanticas não estão mais no roteiro.
Inclusive fiz a burrada de dizer que o que faltava era romantismo. Burro! Deveria ter fingido que estava tudo bem, que já estava em outra, enfim, que eu amadureci em Nova York. Mas não, eu tinha que estragar as coisas.
Quando saber que o amor acabou? Quando saber que você já pode gostar de outra pessoa? Dá até raiva de pensar que as coisas mudam e as questões são sempre as mesmas. Só acho que cansei de ficar chorando as pitangas.
"Você será racional Juninho!" - Penso o tempo todo. Isso inclui não me iludir com pessoas novas, não me iludir com pessoas velhas.
http://www.youtube.com/watch?v=FZXrWj3CttY
(estou decorando para cantar assim que alguem tentar me atrapalhar na nova fase)
Ah, acabei de ler Caio Fernando Abreu. Bem medio!
Fiquei interessado depois que li esse trecho (estava num momento "abandonado", entendam):
Não sei, até hoje nao sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele nao falava.
E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer
que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.
Por enquanto 'e isso.
Beijoabraço
Só que o drama aumentou em algumas camadas.
Na segunda-feira, me mudo parcialmente para São Paulo. Já está tudo combinado. O problema é justamente esse "combinado".
Decidi que serei racional nessa mudança. Sempre me orgulhei de ser emotivo, fazer as coisas que me davam "na telha" e tudo mais, mas agora isso parece que não adianta mais. Roubar um beijo, dormir abraçado, ligar no meio da noite só para dizer coisinhas romanticas não estão mais no roteiro.
Inclusive fiz a burrada de dizer que o que faltava era romantismo. Burro! Deveria ter fingido que estava tudo bem, que já estava em outra, enfim, que eu amadureci em Nova York. Mas não, eu tinha que estragar as coisas.
Quando saber que o amor acabou? Quando saber que você já pode gostar de outra pessoa? Dá até raiva de pensar que as coisas mudam e as questões são sempre as mesmas. Só acho que cansei de ficar chorando as pitangas.
"Você será racional Juninho!" - Penso o tempo todo. Isso inclui não me iludir com pessoas novas, não me iludir com pessoas velhas.
http://www.youtube.com/watch?v=FZXrWj3CttY
(estou decorando para cantar assim que alguem tentar me atrapalhar na nova fase)
Ah, acabei de ler Caio Fernando Abreu. Bem medio!
Fiquei interessado depois que li esse trecho (estava num momento "abandonado", entendam):
Não sei, até hoje nao sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele nao falava.
E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer
que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.
Por enquanto 'e isso.
Beijoabraço
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