segunda-feira, 24 de maio de 2010

De 12 em 12..

Eu ainda não entendi direito como fazer as coisas sozinho.
São Paulo é sim uma terra muito fria. Você fica muito tempo planejando o que fazer, e quando termina, dá uma preguiça danada de sair de casa.
A história da violência ainda fica na minha cabeça, e minha família ligando o tempo todo avisando sobre "nao sei onde alguém morreu baleado" não ajuda muito.
Estou definitivamente sozinho nessa cidade de Meu Deus. É estranho não ter alguém pra ligar, e ainda não quero criar laços com ninguém daqui. Paulistanos podem ser cruéis com um caipira.

E sempre que dá corro pro interior. Amigos.

Sexta fui na inauguração de um bar no interior. Muito engraçado aquela pompa de cidade pequena, com prefeito, reitor, socialites, e blá blá blá. Tá tudo meio bagunçado na minha cabeça ainda, já que nas cidades que fico no interior é sempre muito comum encontrar alguém conhecido na rua, na padaria, no mercado... E em São Paulo, tirando a senhora que cobra meu almoço, não tenho intimidade para falar "bom dia/tarde" pra ninguém.

E assim estou levando a vidinha. Sempre que dá corro pra minha família, peço pra minha vó fazer alguma oração, peço pra minha irmã comprar algum doce, ou pra minha mãe fazer alguma comida gostosa. Lá eu sou paparicado, mimado mesmo. E saber que preciso decidir logo em que cidade vou me fixar só assusta.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um mes! Ou menos...

Como deu para perceber, fiquei um mes exato sem escrever aqui.
Claro que é mentira! Escrevi um post nesse meio tempo, mas recebi algumas críticas de que andava me expondo demais. Enfim, fui maduro o suficiente para apagar... Hohoho

Muita coisa aconteceu nesse tempo, e faz parte do meu show não postar muita coisa sobre minha vida pessoal (ultimamente só tenho ela...).

A única coisa legal que aconteceu foi que fiquei uma semana num retiro muito legal. SIM! 7 dias só pensando na vida, no que fiz e no que vou fazer. Muito bom mesmo, quem puder, faça! Não tenho a menor idéia do que vai acontecer agora, mas fechar um ciclo foi muito bom.

Vou dar uma reformulada no blog, para o bem de todos.

Nos vemos logo!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Mudei!

Agora é definitivo! Sou um caipira na cidade grande!
As coisas aconteceram muito no susto na ultima semana.

Fiquei uns 2, 3 dias na casa de uma pessoa, e foi tudo muito, muito tenso. Até violência física teve. Foi realmente coisa de filme. Mas agora isso já é passado. Isso e aquele apartamento ficou no passado, e não quero voltar para esse passado tão cedo. Quando você mostra para alguém que as coisas podem dar certo de outro modo, que não o dela, você está sendo muito sincero e maduro. Quando ela nao aceita, você não pode fazer nada, nem se lamentar, pois a escolha não foi sua.
Está sendo um momento estranho de mudanças. Nunca achei que mudaria para São Paulo assim, sozinho, sem namoricos, sem amigos.

Mas agora já foi. É realmente bom estabelecer novas relações de amizade, com pessoas que podem me oferecer algo novo, menos dramático. A começar pelo meu novo roommate. Dessa vez, um homem. Tudo é muito diferente. Em São Carlos, morava (e ainda moro, caso alguma delas esteja vendo... Mas só as vejo agora uma vez por semana) com 4 mulheres. E haja tensão. A TPM foi uma coisa que tive que incluir no MEU calendário. Choros, mudanças de humor e depressões foram coisas que vi tão de perto que meio que entendi o que é a TPM para uma mulher. E agora está bem engraçado em morar com um cara. De ficar fumando no quarto, dando risada das coisas... Se bem que o outro roommate está num momento tenso da vida dele, mas que ainda não posso escrever...

Bom, a procura por um emprego está bem demorada. Ninguém quer um diretor de arte. Mas eu sempre soube disso. Com tantos médicos, advogados, administradores, pra que alguém vai querer um diretor de arte? Um cineasta? Um produtor cultural? Pra que? Estamos num mundo capitalista, e eu meio que já sabia disso. Mas é ruim saber que estudei tanto para nada... Mas calma, ainda não vou me desesperar.

Se a vida profissional não existe, a pessoal está aquele caos de sempre. Mas tentarei não falar muito sobre isso. Até minha família reclamou que me exponho demais. Estou com alguém em vista. Talvez a distância prejudique, mas se for para ser, vai ser.

Final de semana teve muita festa, o que foi bom, para esquecer a sexta insana que tive. A formatura foi muito boa, mas ainda detesto usar terno e blá blá blá. Vou nessa, estou meio sem paciência pra escrever hoje.

Abraço pra quem ainda lê!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Bulletproof

A mudança de cidade, e consequentemente, de vida, vai acontecer.
Só que o drama aumentou em algumas camadas.
Na segunda-feira, me mudo parcialmente para São Paulo. Já está tudo combinado. O problema é justamente esse "combinado".

Decidi que serei racional nessa mudança. Sempre me orgulhei de ser emotivo, fazer as coisas que me davam "na telha" e tudo mais, mas agora isso parece que não adianta mais. Roubar um beijo, dormir abraçado, ligar no meio da noite só para dizer coisinhas romanticas não estão mais no roteiro.

Inclusive fiz a burrada de dizer que o que faltava era romantismo. Burro! Deveria ter fingido que estava tudo bem, que já estava em outra, enfim, que eu amadureci em Nova York. Mas não, eu tinha que estragar as coisas.

Quando saber que o amor acabou? Quando saber que você já pode gostar de outra pessoa? Dá até raiva de pensar que as coisas mudam e as questões são sempre as mesmas. Só acho que cansei de ficar chorando as pitangas.

"Você será racional Juninho!" - Penso o tempo todo. Isso inclui não me iludir com pessoas novas, não me iludir com pessoas velhas.

http://www.youtube.com/watch?v=FZXrWj3CttY
(estou decorando para cantar assim que alguem tentar me atrapalhar na nova fase)

Ah, acabei de ler Caio Fernando Abreu. Bem medio!
Fiquei interessado depois que li esse trecho (estava num momento "abandonado", entendam):

Não sei, até hoje nao sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele nao falava.
E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer
que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.

Por enquanto 'e isso.

Beijoabraço

segunda-feira, 29 de março de 2010

Queria ser ele




Registrei-me no blogspot quando estava em NY. Achei que seria um jeito de fazer um diário de bordo, um modo fácil de escrever como estava sendo minha vida em Nova York.Mas a preguiça e a falta de coragem foram fatores que contribuíram para que esse blog ficasse sem um post por todo esse tempo.

Agora estou no Brasil novamente, e novamente, estou num momento de mudanças. É muito clichê, mas minha vida tem sido um clichê típico do garoto de classe média, incontente com sua vida de universitário mas que não se anima muito com a idéia de trabalhar. Feio Juninho, muito feio.
Já passei por mudanças típicas, do tipo de sair da casa da mãe (Rio Preto- interior de São Paulo) para fazer faculdade fora ("Cursar" Cinema na UFSCar), sem conhecer ninguém; o tipo de chance que poucos tem, a chance de começar do zero. Ninguém sabia quem eu era, eu poderia ter inventado um personagem, sem os erros que sabia que cometi durante minha vida colegial (como ser o popularzão, falar mal das pessoas e achar que todos queriam ser "eu"-resultado disso: nunca fui convidado para um churrasco de reunião de 1, 2, 5 anos depois...). E acabei fazendo isso: fui um universitário padrão, fui a festas, estudei pouco, namorei, terminei, entrei em depressão... Tudo muito trágico.
Decidi ir pra Nova York. Da maneira mais fácil possível: Work and Travel. Na realidade, desde o começo eu sabia que não queria trabalhar como housekeeper ou algo do tipo, mas achei que a humildade bateria no meu coração e eu amaria trabalhar (como muitos dos brasileiros que foram comigo...). Mas não, muito pelo contrário, acabei curtindo a vida em NY, de uma maneira um tanto burguesa. Eu meio que me presenteei. Há um ano eu estudava que nem um louco (em 2009 cursei duas faculdades ao mesmo tempo - Cinema e Arquitetura), não tive vida pessoal, já que fiquei tentando entender o fim do meu namoro, e estava realmente exausto. Liguei para minha mãe e falei a realidade: queria conhecer Nova York, morar lá um tempo e quem sabe conseguir algum trabalho interessante que ajudasse no meu currículo.

E Nova York foi uma dessas viagens que eu lembrarei pro resto da vida. Mas preciso me concentrar no que estava falando. Voltei para o Brasil, e estou no último ano da faculdade. E tenho uma aula por semana. Preciso fazer estágio, mas nessa cidade (São Carlos) não existe estágio. Aqui é muito ruim, mesmo! Uma das piores cidades do mundo (Tudo bem que eu só conheço aqui, Rio Preto e Nova York, mas dá pra entender...), e eu preciso ir para São Paulo (a cidade!) conseguir esse estágio. E tá foda. Estou no Brasil há 3 semanas, e até agora não arrumei meu currículo para tentar estágio em alguma produtora.

O medo de mudar novamente, para a maior cidade do país, incomoda um pouco. Queria ser como o Santiago Nazarian (santiagonazarian.blogstpo.com). É só ler o blog dele e entenderão.

Nunca escrevi um blog, não sei direito como escrever, mas prefiro escrever do jeito que eu falo, como se eu estivesse falando com você diretamente, sem querer ser algum escritor ou algo do tipo. Ou melhor, queria ser o Santiago. Só as vezes.

Acho que é isso,
finalizar assim pode ser interessante.