segunda-feira, 24 de maio de 2010

De 12 em 12..

Eu ainda não entendi direito como fazer as coisas sozinho.
São Paulo é sim uma terra muito fria. Você fica muito tempo planejando o que fazer, e quando termina, dá uma preguiça danada de sair de casa.
A história da violência ainda fica na minha cabeça, e minha família ligando o tempo todo avisando sobre "nao sei onde alguém morreu baleado" não ajuda muito.
Estou definitivamente sozinho nessa cidade de Meu Deus. É estranho não ter alguém pra ligar, e ainda não quero criar laços com ninguém daqui. Paulistanos podem ser cruéis com um caipira.

E sempre que dá corro pro interior. Amigos.

Sexta fui na inauguração de um bar no interior. Muito engraçado aquela pompa de cidade pequena, com prefeito, reitor, socialites, e blá blá blá. Tá tudo meio bagunçado na minha cabeça ainda, já que nas cidades que fico no interior é sempre muito comum encontrar alguém conhecido na rua, na padaria, no mercado... E em São Paulo, tirando a senhora que cobra meu almoço, não tenho intimidade para falar "bom dia/tarde" pra ninguém.

E assim estou levando a vidinha. Sempre que dá corro pra minha família, peço pra minha vó fazer alguma oração, peço pra minha irmã comprar algum doce, ou pra minha mãe fazer alguma comida gostosa. Lá eu sou paparicado, mimado mesmo. E saber que preciso decidir logo em que cidade vou me fixar só assusta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário